Existem determinados questionamentos da instalação da capital desde a época das capitanias, quando já existia uma rivalidade entre os arraiais de Sant´Ana (que viria a se tornar Goiás) e Meia Ponte (atual Pirenópolis), sendo que a última alegava melhor colocação geográfica. Mesmo com os questionamentos, o Conde de Sarzedas, governador da capitania de São Paulo, à qual Goiás pertencia, optou por instalar a primeira vila da região no Arraial de Sant´Ana, mudando o nome para Vila Boa em 1737.
Com a instalação da Capitania de Goiás em 1749, a questão volta à tona com o Conde dos Arcos (D. Marcos de Noronha), alertando o governo português sobre a realidade da região e a conveniência de transferir a capital para Meia Ponte, pelo mesmo motivo alegado no parágrafo anterior. Mesmo com as alegações dos motivos, a Coroa Portuguesa, não se mostrou disposta a bancar a transferência, alegando o alto custo na construção de prédios públicos no possível processo de mudança de capital.
Com o processo de independência, em 1822, a questão foi novamente levantada pelo presidente da província1, Miguel Lino de Morais, dirigindo uma mensagem a Assembléia Geral no Rio de Janeiro, na qual o nacionalismo em Goiás se acentuou agravando a crise da aversão portuguesa2 em toda província, principalmente em sua capital. Ainda no século XIX, mais precisamente no segundo reinado, surge a figura de Couto Magalhães, propondo a transferência da capital para um lugar mais adequado. Segundo ele:
Goiás não só não reúne as condições necessárias para uma capital, como ainda reúne muitas condições para ser abandonada. (apud. Palacín, 1976:13).
Com a proclamação da república os reflexos de mudanças foram apenas nos setores administrativos e políticos, uma vez que permaneceram as elites dominantes; sendo assim, o povo continuou esquecido e marginalizado tendo apenas seu nome (povo), usado pelos políticos para baixarem seus decretos (PALACÍN e MORAIS, 2006:85). Algumas transferências de capitais estaduais já haviam acontecido; como em Minas Gerais, que transferiu sua capital de Ouro Preto, núcleo urbano da “era do ouro”, para Belo Horizonte, no ano de 1897, após vários fatores contrários.
O surgimento de lideres políticos como Pedro Ludovico Teixeira, que aos 19 anos era orador da turma do ensino secundário do Colégio Lyceu de Goiás (LIMA FILHO, 2007:57). Em sua juventude conheceu personagens históricos e intelectuais como; Olavo Bilac, Lima Barreto, dentre outros, que o influenciaram com idéias modernistas, aprimorando sua vida cultural em tempos de estudante da faculdade de medicina na cidade do Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, Pedro Ludovico, se tornou um modernista e desenvolvimentista e, depois de formado, mudou-se para a cidade de Bela Vista e posteriormente para Rio Verde, aonde se casou com a filha de Antônio Martins Borges (senador oposicionista do caiadismo), Gercina Borges. Sobre influência do sogro e com a influência cultural modernista, adquirida como estudante no Rio de Janeiro, Pedro Ludovico passou a se interessar intensamente pela política, é lógico, “herdando” a visão do anti-caiadismo no estado, dentro do período da “velha república".
A “velha república” (1889 a 1930) foi um período de grandes transformações socioeconômicas. Mesmo com muitas transformações no país, a população brasileira vivia em condições de verdadeira miséria, o que fez eclodir algumas revoltas no Brasil, sendo algumas em Goiás; como o movimente messiânico liderado por Santa Dica. O movimento reivindicava a posse da terra e melhores condições de trabalho para quem nela produzia. Isso fez com que a elite proprietária de terra, normalmente aliada ao caiadismo, combatesse duramente esses grupos. As elites locais contavam com o apoio do governo central, que ajudou a combater outras revoltas do gênero em todo o Brasil, sendo a mais famosa a de Canudos. Dentre essas revoltas, podemos citar alguns exemplos como a Coluna Prestes, seu líder era chamado de: o cavaleiro da esperança, e, passou por algumas cidades do estado de Goiás.
O mundo verificou a crise do modelo capitalista-liberal, quando em 1929 aconteceu a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque (EUA), o que refletiu diretamente na economia brasileira e, principalmente em seu principal produto de exportação agrária; o café. De acordo com o contexto político-econômico do mundo, na época, surgiram às oligarquias dissidentes que mostravam a insatisfação com o governo federal, referente à crise do café. A intolerância com a situação dominante, no governo federal, se agravou quando o presidente Washington Luís apoiou para as eleições presidenciais o candidato Júlio Prestes, indicado pelos paulistas, rompendo com a famosa política do café com leite3, sendo que o atual presidente fora indicação dos paulistas nas eleições anteriores.
Com a insatisfação de oligarquias dissidentes com a crise, formaram a Aliança Liberal que disputaria as eleições presidenciais no ano de 1930 indicando o governador do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas para presidente e o governador da Paraíba João Pessoa para vice. A chapa que era formada pelos dissidentes, por Rio Grande do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro e Minas Gerais; não sai vitoriosa do pleito, tendo o candidato da situação, Júlio Prestes, como vencedor por conta de um resultado duvidoso, deixando a situação política da sucessão presidencial tensa. Com o assassinato de João Pessoa, que era vice de Getúlio, o estopim que eclodiu a revolta foi lançado em 24 de outubro daquele ano, com Washington Luís sendo deposto e Júlio Prestes impedido de tomar posse. Getúlio é empossado presidente provisório, em uma manobra política, aonde aconteceu tudo que ele precisava para atingir seu objetivo, nem que fosse pelas armas.
Dentro do mesmo período em Goiás, líderes oposicionistas pró-Getúlio e imprensa faziam críticas severas ao caiadismo, dentre eles o já citado Pedro Ludovico, que juntamente com o deputado Ricardo Campos, sob influência do sogro, senador Antônio Martins Borges, fundaram o jornal “O Sudoeste” e posteriormente assume o movimento revolucionário em Goiás. Em outubro de 1930, Pedro Ludovico, organiza um grupo armado que no dia 11 de outubro entrou em combate com as tropas caiadistas nas proximidades de Rio Verde. Com cerca de 110 homens, a resistências das tropas ludoviquista-varguista não era suficiente, numericamente, para romper o bloqueio das tropas caiadistas (Chaul, 2001:51), sendo assim, Pedro Ludovico se rendeu e foi preso; restando-lhe apenas a esperança do sucesso revolucionário no restante do país.
Apesar das derrotas da resistência de Goiás, os mineiros avançavam com êxito adentrando em Goiás e ocupando várias cidades goianas inclusive a capital Goiás, com a revolução no resto do país se encontrando vitoriosa. Detido e a caminho da cidade de Goiás, Pedro Ludovico recebia a notícia da vitória revolucionária e mesmo estando livre, ele fez questão de chegar à capital, se tornando o principal símbolo da revolução de 1930 em Goiás, e conseguia derrotar a oligarquia caiadista. A atitude de Pedro Ludovico, após sua liberdade, de continuar a viagem à cidade de Goiás, demonstra o triunfo e a euforia de uma vitória, não só de resistência, mas uma vitória política no surgimento de uma nova liderança regional, que simbolizava a esperança da modernidade e desenvolvimento de novos tempos.
Com a vitória do movimento de 1930, Totó Caiado e seus familiares abandonaram a cidade de Goiás e Pedro Ludovico ocupou o Palácio. À oportunidade o médico Carlos Pinheiro Chargas fez um discurso mencionando a necessidade de mudar a capital. (LIMA FILHO, 2007:65).
A revolução de 1930, sem dúvida, foi principal fator que contribuiu para a transferência da capital do estado para Goiânia, pois existia uma nova perspectiva política de modernidade. O reduto caiadista na cidade de Goiás não estava totalmente aniquilado e a transferência da capital era uma maneira do governo Pedro Ludovico se fortalecer e, conseqüentemente enfraquecer qualquer influência política da antiga oligarquia. Enquanto outras tentativas de transferência de capital não obteve êxito, a de Pedro contava com apoio de Getúlio, que apostava em um projeto desenvolvimentista da “marcha para o oeste” e também de não depender de favores administrativos, de partidos políticos, da câmara e nem dos votos dos eleitores, ou seja, o novo governo era autônomo (LIMA FILHO, 2007:68).
Já dentro do governo de Pedro Ludovico, fora feito a primeira menção de transferência realizada na cidade de Bonfim (atual Silvânia) em julho de 1932. Em outubro do mesmo ano Pedro Ludovico viajou para o Rio de janeiro para formalizar o apoio político e financeiro do governo federal e em dezembro de 1932 foi assinado o decreto 2737, nomeando a comissão que escolheria o local para a construção da nova capital. A comissão era presidida por D. Emanuel Gomes de Oliveira (arcebispo) e contava com o secretário de governo Colemar Natal e Silva como membro.
O local escolhido para a realização do empreendimento desenvolvimentista foi o município de Campinas (hoje um dos setores históricos da capital), as margens do córrego Botafogo nas fazendas: Crimeia, Botafogo e Vaca Brava pelo decreto 3359 de 18 de maio de 1933. No dia 24 de outubro de 1933 (data da revolução de 1930), e feito o lançamento da pedra fundamental para a construção de Goiânia. Iniciou-se a ousada obra que simbolizava a esperança de novos tempos de modernidade e desenvolvimento inserido dentro do projeto de Vargas, colocando o estado de Goiás no centro das atenções políticas. Fortalecendo o populismo de Vargas e seu aliado regional, Pedro Ludovico Teixeira, chamado pelo professor Pereira Zeka de “artista do impossível” (Lima Filho, 2007: 56), comparando o líder goiano com o presidente Juscelino Kubitschek, que posteriormente viria a realizar outro empreendimento ousando que seria a construção de Brasília, o que acelerou mais ainda o processo de desenvolvimento da região Centro Oeste, especialmente o estado de Goiás.
Profº Frederico Machado Fagundes Rodrigues
Bibliografia
Com a instalação da Capitania de Goiás em 1749, a questão volta à tona com o Conde dos Arcos (D. Marcos de Noronha), alertando o governo português sobre a realidade da região e a conveniência de transferir a capital para Meia Ponte, pelo mesmo motivo alegado no parágrafo anterior. Mesmo com as alegações dos motivos, a Coroa Portuguesa, não se mostrou disposta a bancar a transferência, alegando o alto custo na construção de prédios públicos no possível processo de mudança de capital.
Com o processo de independência, em 1822, a questão foi novamente levantada pelo presidente da província1, Miguel Lino de Morais, dirigindo uma mensagem a Assembléia Geral no Rio de Janeiro, na qual o nacionalismo em Goiás se acentuou agravando a crise da aversão portuguesa2 em toda província, principalmente em sua capital. Ainda no século XIX, mais precisamente no segundo reinado, surge a figura de Couto Magalhães, propondo a transferência da capital para um lugar mais adequado. Segundo ele:
Goiás não só não reúne as condições necessárias para uma capital, como ainda reúne muitas condições para ser abandonada. (apud. Palacín, 1976:13).
Com a proclamação da república os reflexos de mudanças foram apenas nos setores administrativos e políticos, uma vez que permaneceram as elites dominantes; sendo assim, o povo continuou esquecido e marginalizado tendo apenas seu nome (povo), usado pelos políticos para baixarem seus decretos (PALACÍN e MORAIS, 2006:85). Algumas transferências de capitais estaduais já haviam acontecido; como em Minas Gerais, que transferiu sua capital de Ouro Preto, núcleo urbano da “era do ouro”, para Belo Horizonte, no ano de 1897, após vários fatores contrários.
O surgimento de lideres políticos como Pedro Ludovico Teixeira, que aos 19 anos era orador da turma do ensino secundário do Colégio Lyceu de Goiás (LIMA FILHO, 2007:57). Em sua juventude conheceu personagens históricos e intelectuais como; Olavo Bilac, Lima Barreto, dentre outros, que o influenciaram com idéias modernistas, aprimorando sua vida cultural em tempos de estudante da faculdade de medicina na cidade do Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, Pedro Ludovico, se tornou um modernista e desenvolvimentista e, depois de formado, mudou-se para a cidade de Bela Vista e posteriormente para Rio Verde, aonde se casou com a filha de Antônio Martins Borges (senador oposicionista do caiadismo), Gercina Borges. Sobre influência do sogro e com a influência cultural modernista, adquirida como estudante no Rio de Janeiro, Pedro Ludovico passou a se interessar intensamente pela política, é lógico, “herdando” a visão do anti-caiadismo no estado, dentro do período da “velha república".
A “velha república” (1889 a 1930) foi um período de grandes transformações socioeconômicas. Mesmo com muitas transformações no país, a população brasileira vivia em condições de verdadeira miséria, o que fez eclodir algumas revoltas no Brasil, sendo algumas em Goiás; como o movimente messiânico liderado por Santa Dica. O movimento reivindicava a posse da terra e melhores condições de trabalho para quem nela produzia. Isso fez com que a elite proprietária de terra, normalmente aliada ao caiadismo, combatesse duramente esses grupos. As elites locais contavam com o apoio do governo central, que ajudou a combater outras revoltas do gênero em todo o Brasil, sendo a mais famosa a de Canudos. Dentre essas revoltas, podemos citar alguns exemplos como a Coluna Prestes, seu líder era chamado de: o cavaleiro da esperança, e, passou por algumas cidades do estado de Goiás.
O mundo verificou a crise do modelo capitalista-liberal, quando em 1929 aconteceu a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque (EUA), o que refletiu diretamente na economia brasileira e, principalmente em seu principal produto de exportação agrária; o café. De acordo com o contexto político-econômico do mundo, na época, surgiram às oligarquias dissidentes que mostravam a insatisfação com o governo federal, referente à crise do café. A intolerância com a situação dominante, no governo federal, se agravou quando o presidente Washington Luís apoiou para as eleições presidenciais o candidato Júlio Prestes, indicado pelos paulistas, rompendo com a famosa política do café com leite3, sendo que o atual presidente fora indicação dos paulistas nas eleições anteriores.
Com a insatisfação de oligarquias dissidentes com a crise, formaram a Aliança Liberal que disputaria as eleições presidenciais no ano de 1930 indicando o governador do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas para presidente e o governador da Paraíba João Pessoa para vice. A chapa que era formada pelos dissidentes, por Rio Grande do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro e Minas Gerais; não sai vitoriosa do pleito, tendo o candidato da situação, Júlio Prestes, como vencedor por conta de um resultado duvidoso, deixando a situação política da sucessão presidencial tensa. Com o assassinato de João Pessoa, que era vice de Getúlio, o estopim que eclodiu a revolta foi lançado em 24 de outubro daquele ano, com Washington Luís sendo deposto e Júlio Prestes impedido de tomar posse. Getúlio é empossado presidente provisório, em uma manobra política, aonde aconteceu tudo que ele precisava para atingir seu objetivo, nem que fosse pelas armas.
Dentro do mesmo período em Goiás, líderes oposicionistas pró-Getúlio e imprensa faziam críticas severas ao caiadismo, dentre eles o já citado Pedro Ludovico, que juntamente com o deputado Ricardo Campos, sob influência do sogro, senador Antônio Martins Borges, fundaram o jornal “O Sudoeste” e posteriormente assume o movimento revolucionário em Goiás. Em outubro de 1930, Pedro Ludovico, organiza um grupo armado que no dia 11 de outubro entrou em combate com as tropas caiadistas nas proximidades de Rio Verde. Com cerca de 110 homens, a resistências das tropas ludoviquista-varguista não era suficiente, numericamente, para romper o bloqueio das tropas caiadistas (Chaul, 2001:51), sendo assim, Pedro Ludovico se rendeu e foi preso; restando-lhe apenas a esperança do sucesso revolucionário no restante do país.
Apesar das derrotas da resistência de Goiás, os mineiros avançavam com êxito adentrando em Goiás e ocupando várias cidades goianas inclusive a capital Goiás, com a revolução no resto do país se encontrando vitoriosa. Detido e a caminho da cidade de Goiás, Pedro Ludovico recebia a notícia da vitória revolucionária e mesmo estando livre, ele fez questão de chegar à capital, se tornando o principal símbolo da revolução de 1930 em Goiás, e conseguia derrotar a oligarquia caiadista. A atitude de Pedro Ludovico, após sua liberdade, de continuar a viagem à cidade de Goiás, demonstra o triunfo e a euforia de uma vitória, não só de resistência, mas uma vitória política no surgimento de uma nova liderança regional, que simbolizava a esperança da modernidade e desenvolvimento de novos tempos.
Com a vitória do movimento de 1930, Totó Caiado e seus familiares abandonaram a cidade de Goiás e Pedro Ludovico ocupou o Palácio. À oportunidade o médico Carlos Pinheiro Chargas fez um discurso mencionando a necessidade de mudar a capital. (LIMA FILHO, 2007:65).
A revolução de 1930, sem dúvida, foi principal fator que contribuiu para a transferência da capital do estado para Goiânia, pois existia uma nova perspectiva política de modernidade. O reduto caiadista na cidade de Goiás não estava totalmente aniquilado e a transferência da capital era uma maneira do governo Pedro Ludovico se fortalecer e, conseqüentemente enfraquecer qualquer influência política da antiga oligarquia. Enquanto outras tentativas de transferência de capital não obteve êxito, a de Pedro contava com apoio de Getúlio, que apostava em um projeto desenvolvimentista da “marcha para o oeste” e também de não depender de favores administrativos, de partidos políticos, da câmara e nem dos votos dos eleitores, ou seja, o novo governo era autônomo (LIMA FILHO, 2007:68).
Já dentro do governo de Pedro Ludovico, fora feito a primeira menção de transferência realizada na cidade de Bonfim (atual Silvânia) em julho de 1932. Em outubro do mesmo ano Pedro Ludovico viajou para o Rio de janeiro para formalizar o apoio político e financeiro do governo federal e em dezembro de 1932 foi assinado o decreto 2737, nomeando a comissão que escolheria o local para a construção da nova capital. A comissão era presidida por D. Emanuel Gomes de Oliveira (arcebispo) e contava com o secretário de governo Colemar Natal e Silva como membro.
O local escolhido para a realização do empreendimento desenvolvimentista foi o município de Campinas (hoje um dos setores históricos da capital), as margens do córrego Botafogo nas fazendas: Crimeia, Botafogo e Vaca Brava pelo decreto 3359 de 18 de maio de 1933. No dia 24 de outubro de 1933 (data da revolução de 1930), e feito o lançamento da pedra fundamental para a construção de Goiânia. Iniciou-se a ousada obra que simbolizava a esperança de novos tempos de modernidade e desenvolvimento inserido dentro do projeto de Vargas, colocando o estado de Goiás no centro das atenções políticas. Fortalecendo o populismo de Vargas e seu aliado regional, Pedro Ludovico Teixeira, chamado pelo professor Pereira Zeka de “artista do impossível” (Lima Filho, 2007: 56), comparando o líder goiano com o presidente Juscelino Kubitschek, que posteriormente viria a realizar outro empreendimento ousando que seria a construção de Brasília, o que acelerou mais ainda o processo de desenvolvimento da região Centro Oeste, especialmente o estado de Goiás.
Profº Frederico Machado Fagundes Rodrigues
Bibliografia
CORREIA, Salatiel Pedrosa Soares. A Construção de Goiás – Ensaio de Desenvolvimento Político e Regional. 1ª ed. Goiânia: UCG. 2006.
LIMA FILHO, Manuel Ferreira. MACHADO, Laís Aparecida. Formas e Tempos da Cidade. 1ª ed. Goiânia: UCG e Cânone, 2007.
OLIVEIRA, Eliezer Cardoso. História Cultural de Goiânia. 1 ed. Goiânia: Alternativa, 2003.
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1 Título que equivale a governador do estado.
2 Movimento anti-lusitano no Brasil, na qual ajudou na decisão da abdicação do trono pelo Imperador D. Pedro I.
3 Acordo, entre a oligarquia rural de São Paulo (cafeeira) com a de Minas Gerais (leiteira), para a alternância de indicações para a presidência da república nas eleições, que durou de 1889 a 1930.

Tudo na vida não acontece por acaso mas sera que vargas não estava apenas preucupado com o seu eu.
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